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A categoria Dianteira Turbo C é uma das mais disputadas em provas de Arrancada de todo o Brasil. Na maioria das competições, a diferença entre os pilotos é de milésimos de segundo. Esse sucesso se deve, principalmente, às restrições no regulamento, que visam “frear” altos investimentos e manter os carros o mais próximos de um modelo de rua. Além da exigência do uso do carburador, tipo de pneus específicos e apenas uma bomba elétrica de combustível, a restrição nas medidas dos turbos é uma das principais armas para tentar segurar a potência dos bólidos (que, mesmo assim, beiram os 500 cv!).
Há exatos três anos, na edição número 76 (parece que foi ontem!), FULLPOWER convidou para testes diversas fabricantes de compressores para instalarem seus equipamentos em um motor AP 1.9 – na época, motores acima de 2.0 eram proibidos na categoria. No total, nove turbos diferentes equiparam um Gol, eo grande vencedor foi o modelo “Turbo C”, da Biagio, que atingiu 394,7 cv (a 5.695 rpm) e 53,6 hgfm de torque (a 5.129 rpm).
O regulamento para os turbos, no entanto, não mudou de lá para cá. Ou seja: o rotor do compressor deve ter diâmetro do bocal de captação de ar de até 47 mm, enquanto o diâmetro interno máximo permitido é de 60 mm. Na turbina (rotor de escape), popularmente chamado de “eixo”, o diâmetro máximo de 64 mm deve ser respeitado, assim como a medida externa de 49,5 mm.
Neste teste, chamamos todos os envolvidos na primeira edição para tentar a sorte no dinamômetro da oficina ProPower. A vencedora Biagio, no entanto, ficou fora dessa disputa. “Como estratégia comercial, decidimos nos focar em turbocompressores para o mercado de ciclo diesel e, no momento, não fabricamos nem desenvolvemos modelos destinados à competição”, informou Gionvani Azoni, assessor de imprensa da Biagio, agradecendo o convite. A DNT Turbos, apesar de montar compressores específicos para a categoria, preferiu ficar fora da disputa. Por fim, a tão esperada Garrett não conseguiu aprontar seu protótipo a tempo: tinha apenas turbos de “prateleira”, que não se enquadram no regulamento da “C” – usam rolamentos no lugar dos mancais. Assim, as empresas que encararam o desafio foram: SPA Turbo, Master Power, Turbo Anhanguera e GTA Turbos.
O bólido escolhido para este teste de resistência foi o do piloto e preparador Fernando Oliveira, da Fast Street Performance, de Campinas (SP). Equipado com um motor AP 1.9, carburado Solex 2E e comando 276°, o carro se encaixou perfeitamente no perfil que procurávamos para esta verdadeira maratona. Afinal, foram mais de 20 puxadas (mais de 12 horas de testes) sem nenhum sinal de estresse.
Diferente da última edição, onde utilizamos a mesma caixa quente (A/R 1.06) para facilitar a troca dos turbos, dessa vez decidimos que cada participante poderia escolher a caixa quente que achasse conveniente. Desde que a base de saída de escape fossem no padrão T3, de duplo fluxo, com tamanhos de A/R livres. Essa alteração do nosso “regulamento interno” apimentou ainda mais os testes e surpreendeu, já que as caixas com o A/R menos renderam mais potência.
Outro resultado também surpreendente nos testes de dinamômetro: os compressores não rendem de acordo com seus preços. Portanto, na hora de escolher seu turbo, seja para rua ou para acelerar na corrida categoria Turbo C, fique esperto: os melhores colocados neste teste foram os modelos com preços mais atraentes!
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